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31 de dezembro de 2019

Como planejar uma viagem sozinho

Por Marina PetrocelliAtualizado em 30/05/20265 minutos de leitura

Tirar do papel uma ideia de viagem sozinho é uma poderosa forma de autoconhecimento. Começando pela escolha do destino, a decisão e responsabilidade...

Tirar do papel uma ideia de viagem sozinho é uma poderosa forma de autoconhecimento. Começando pela escolha do destino, a decisão e responsabilidade sobre as preferências recai inteiramente sobre você. Para algumas pessoas, planejar tudo isso é muito fácil, mas, para a maioria, a simples ideia de estar sozinho pode ser muito assustadora.

Esse medo não é totalmente infundado. O progresso tecnológico se desenvolveu pautado na necessidade de conexão entre as pessoas. Estamos sempre nos comunicando e compartilhando informações, fotos e vídeos com familiares e amigos. A internet, hoje, é praticamente resumida às redes sociais que, como o próprio nome diz, servem para socialização.

Por isso, apenas a hipótese de embarcar em uma viagem sozinho pode deixar as pessoas bastante inseguras. Mas a verdade é que essa prática vem crescendo nos últimos anos, inclusive com o surgimento de grupos de incentivo onde as pessoas se sentem à vontade para dividir experiências, dúvidas e angústias.

Se você quer viajar, mas não encontra companhia, ou quer aproveitar o tempo livre para se conhecer melhor, separamos algumas informações para você dar início ao planejamento da sua próxima viagem!

Empoderamento

Viajar sozinho deixou de significar solidão e virou sinônimo de empoderamento. A jornada do autodescobrimento está ganhando espaço e as pessoas estão aproveitando para superar seus medos.

E muito disso tem a ver com aprender a curtir nossa própria companhia, sem depender de outras pessoas para realizar sonhos e vontades. Também está relacionado a se responsabilizar não só pelo próprio roteiro, mas pela própria felicidade.

Depois de embarcar nessa aventura, os relatos são, geralmente, muito positivos. Especialmente porque as pessoas experimentam a liberdade de administrarem seu tempo e dinheiro sem depender de ninguém mais.

Planejamento

Parte do receio de conhecer novas pessoas, lugares e culturas diz respeito ao nosso medo do desconhecido, de sair da nossa zona de conforto. Principalmente para quem nunca fez uma viagem sozinho, a insegurança é um ponto a ser considerado. Contudo, existem algumas formas de amenizar esse sentimento.

Um deles é planejar cada passo, desde o transporte para o destino até os lugares em que gostaria de tomar um simples cafezinho. Alguns aplicativos podem ser muito úteis nesse processo, como o Google My Maps, que permite criar mapas personalizado com pastas para cada dia de viagem e pontos de interesse. Assim fica fácil de agrupar no mesmo dia os pontos que são mais próximos, por exemplo.

Também é interessante descobrir qual o melhor meio de locomoção entre esses pontos. O lugar para onde você está planejando ir tem metrô? O transporte público funciona bem? Qual o horário de funcionamento? Como funciona o táxi? Já funciona o sistema de viagens por aplicativo?

Sem desculpas

Muita insegurança vem disfarçada de excesso de responsabilidade. Claro que trabalho e família demandam atenção especial, mas será que eles são realmente os empecilhos entre você e sua viagem sozinho?

Alguns destinos não exigem que você se ausente por muito tempo. O famoso bate-e-volta em um sábado, domingo ou feriado pode ser suficiente. E você pode permanecer conectado (mesmo que o ideal seja utilizar o tempo para o autoconhecimento).

Mesmo que alguns defendam o lado obscuro da tecnologia de substituir as relações e interações pessoais, para quem está viajando – e algumas vezes ouvindo outra língua e inserido em costumes muito diferentes –, as inovações aproximam as pessoas.

Mas e o dinheiro?

O planejamento serve, também, para você programar seu controle financeiro para uma viagem sozinho. Dentro desse contexto, você pode selecionar opções mais em conta para realmente conseguir viajar e não usar o dinheiro como empecilho.

Muitos lugares dispensam a contratação de empresas ou guias turísticos. A internet tem à disposição muito conteúdo gratuito com dicas e truques de viagem para você aproveitar. Andar a pé também é uma boa opção que, além de econômica, ajuda a conhecer melhor o lugar que você está visitando.

A hospedagem pode sair mais barato se você optar por hostels, popularmente chamados de albergues, mas que possuem boa estrutura, alguns até com piscina e café da manhã, boa localização e te auxilia a conhecer novas pessoas. Para as mulheres, a maioria dos hostels tem quarto exclusivamente feminino. Alugar um quarto ou apartamento pelo Airbnb é outra dica para economizar em algumas regiões.

Agora é só começar

Já se convenceu a encarar uma viagem sozinho? Então se prepare com algumas orientações para começar agora mesmo!

  • Saia sozinho na sua própria cidade
  • Escolha destinos fáceis (mais próximos ou que falem uma língua que você já conhece)
  • Não se esqueça do seguro viagem

Você já viajou sozinho? Comente suas dicas!

Autor(a) da publicação
Foto de Marina Petrocelli

Marina Petrocelli

Over 12 years have passed since my first experience with Social Communication. My first professional years were dedicated to the routines of redactions with no or little digital relevance. Plural journalism was resumed in investigating facts, write a piece and guarantee an expressive picture. The first sign of change came with the proposal of changing realities and experimenting a different way of producing. From then on, the specificities of the marketing universe became permanent. Oh! I’ve also graduated in Law School (passing the bar exam and all). But not everything is comprised tom y professional skills. As a content producer, I’m interested in good stories, from real people or series, movies and books, specially dystopias. I like to draw up travel plans and identify stars and constellations on a cell phone app. Museums, music and art in general grab my attention, as well as pop culture. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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