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26 de dezembro de 2019

Saiba como a comunicação não violenta pode mudar seu dia a dia

Por Ana Rízia CaldeiraAtualizado em 30/05/20265 minutos de leitura

Você se lembra de situações em que se frustrou ou percebeu algum colega irritado após uma conversa? Na comunicação não violenta, ou CNV, existem técnicas...

Você se lembra de situações em que se frustrou ou percebeu algum colega irritado após uma conversa? Quando uma mensagem é passada de forma errada ou com mau tom, pode dar início a um conflito. Na comunicação não violenta, ou CNV, existem técnicas para evitar esse tipo de situação.

Baseada na consciência das necessidades do próximo, a comunicação não violenta tem a simples finalidade de criar diálogo sem agredir ou ofender verbalmente um colega.

Desenvolvida pelo psicólogo Marshall B. Rosenberg, essa habilidade fortalece as relações humanas. Segundo o autor, as “palavras, em vez de serem reações repetitivas e automáticas, tornam-se respostas conscientes, firmemente baseadas na consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando.”

Em ambientes diversos, a comunicação não violenta nos leva a refletir sobre necessidades, cria empatia entre as pessoas e evita conflitos. Além disso, ela abre portas para a resolução de conflitos, por mais antigos que sejam.

A fala violenta

Uma comunicação não violenta pode ser desenvolvida no trabalho, em casa ou no ambiente social. Entretanto, é preciso identificar antes as práticas de comunicação violenta e como elas estão facilmente inseridas nas conversas cotidianas.

Para começar, basta reconhecer o sentimento despertado durante a emissão de uma mensagem. Ela pode ser desde uma fala, uma mensagem ou conversa por telefone. Na CNV, ao expressar uma crítica, por exemplo, é preciso fazê-la de uma maneira empática.

Falar que alguém é desorganizado pode gerar três reações: revolta, aceitação ou rejeição. Mas nenhuma dessas reações fazem parte da CNV. Quando alguém acusa o outro, significa que uma necessidade não foi atendida. Isso, necessariamente, não aponta que alguém errou, mas sim que existe frustração de desejos não atendidos.

Portanto, a prática da comunicação não violenta está relacionada tanto ao emissor quanto ao receptor de uma mensagem. Ambos podem e devem refletir sobre a necessidade por trás de cada crítica.

Exercícios de comunicação não violenta

Uma boa CNV se baseia em alguns elementos. Quando praticados, eles podem mudar de forma radical as relações pessoais e profissionais. São eles:

Observação sem julgamento

É natural que nossos julgamentos surjam dentro de uma primeira observação. Mesmo que pareça difícil, é possível deixar de lado a avaliação e crítica dos pré-conceitos.

Após isso, deve-se evitar uma expressão generalizada ou exagerada do ponto de vista. Por exemplo, em vez de usar falas com “jamais”, “nunca” ou “sempre”, elas podem ser substituídas por sinônimos atenuantes.

É mais fácil aceitar e entender a fala “você entregou seus trabalhos com certo atraso. Isso me preocupa e me ofereço para te ajudar no que precisar” no lugar de “você nunca entrega suas coisas no prazo”.

Identificar sentimentos

Mais do que se livrar de pré-julgamentos, uma comunicação não violenta preza pela honestidade. Tanto na hora de identificar quanto no momento de expressar, seja sincero sobre o que sente: medo, mágoa, frustração, tristeza, insegurança, irritação etc.

Ao comunicar esses sentimentos, não disfarce, pois é possível que o receptor da sua mensagem não seja capaz de entender sua vontade. Isso leva novamente a julgamentos errados.

Crie empatia e facilite o entendimento sobre o que sente, mas nunca culpe o outro por esse sentimento. Ser vulnerável é natural para qualquer pessoa. Somente sendo sincero é possível se livrar dos sentimentos limitantes.

Localizar necessidades

Nem sempre estamos atentos para observar o que de fato nos leva a tomar certas atitudes. Então, sentir com profundidade as necessidades pessoais é um exercício a ser feito em particular.

Ao identificar os sentimentos, sejam positivos ou negativos, eles devem ser conectados às necessidades. Nesse momento somos levados a agir por impulso e, muitas vezes, passamos uma mensagem errada e violenta.

Se a sua frustração for ativada, por exemplo, quando alguém grita ou fala de maneira grosseira, experimente conversar. Tentar dizer “quando você levanta a voz eu me sinto desrespeitado” pode ajudar a localizar a carência dos dois lados.

Emitir pedidos claros

Se você compreendeu o que levou alguém a agir ou falar de uma maneira, chega a hora de saber como atender as necessidades individuais e do próximo. Para isso, determine quais ações podem ser praticadas.

Sempre opte por uma perspectiva positiva, mas que seja clara no pedido. Nunca exija, mas peça. Isso torna o tom da fala menos autoritário, gerando simpatia entre receptor e emissor da mensagem.

Usando o exemplo anterior, no lugar de “não quero que grite”, opte por dizer “gostaria que falasse mais baixo”. Mais importante ainda é se certificar de que as duas partes da conversa saíram com a mesma compreensão. Pergunte ao outro o que ele entendeu sobre o que você disse.

Que tal colocar a CNV em prática nas suas resoluções do próximo ano? ?

Autor(a) da publicação
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Ana Rízia Caldeira

A good listener, I truly enjoy moments in which I can see the world and get to know things by the words from other people. Not surprisingly, I got into journalism. And besides bringing contents to Next, I use my abilities of ascertainment and listening to flirt with a mini career in hosting for the MBA USP/Esalq stories, in the segment Você no Camarim. When I’m not making myself busy by being the text and Instagram girl, I like to use my free time to read books, watch a good movie, decorate my house with crochet rugs, draw flowers and exploit my cooking skills. Quando não estou me ocupando em ser a garota dos textos e do Instagram, gosto de usar meu tempo para devorar livros, acompanhar algum bom filme, enfeitar minha casa com tapetes de crochê, desenhar flores e abusar dos meus dotes na cozinha.

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