31 de março de 2020
Passo a passo para uma educação inclusiva

Se os últimos anos foram marcados pela divisão dos alunos entre o ensino regular e as escolas chamadas especiais, a educação inclusiva chega para acabar...
Se os últimos anos foram marcados pela divisão dos alunos entre o ensino regular e as escolas chamadas especiais, a educação inclusiva chega para acabar com essa separação e inserir de uma vez as crianças com alguma deficiência nas instituições convencionais.
Essa integração é uma tendência para as próximas décadas e tem como objetivo educar os alunos dentro do mesmo contexto escolar e permitir que eles tenham convivência e integração social, favorecendo a diversidade.
Qual o papel da escola na educação inclusiva? Que tipo de apoio é necessário para que ela ocorra? O que se espera de uma escola inclusiva? Preparamos alguns tópicos importantes para você ficar de olho no tema.
Educação especial X educação inclusiva
Considerada uma modalidade de ensino, a educação especial tem foco no desenvolvimento das habilidades das pessoas com deficiência. Por isso abrange todos os níveis de ensino (da educação infantil até o ensino superior).
É responsável pelo atendimento especializado de qualquer aluno com deficiência (seja auditiva, visual, intelectual, física ou múltipla), distúrbios de aprendizagem ou os superdotados, que têm capacidade mental significativamente acima da média.
Já a educação inclusiva considera o processo educativo como um processo social, em que todas as pessoas, com deficiência ou não, têm direito à escolarização.
É uma modalidade de ensino focada em proporcionar uma formação completa e livre de preconceitos, com valorização e reconhecimento das diferenças. Assim, depende de boas redes de apoio para ser colocada em prática.
As redes de apoio
Como em qualquer ensino, o processo de aprendizagem dos alunos em uma educação inclusiva depende do envolvimento de várias áreas, não somente dos educadores.
- Profissionais de educação: toda a escola deve estar envolvida no fornecimento da educação inclusiva. Desde os professores, que têm contato direto com os alunos nas salas de aula, até os funcionários que cuidam da infraestrutura do local e lidam indiretamente com as crianças.
- Profissionais de saúde: médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos. Esses profissionais auxiliam os educadores na compreensão das necessidades dos alunos e podem direcionar a melhor forma de atendê-las.
- Família: como a primeira responsável pela educação das crianças e jovens, a família precisa estabelecer uma relação de confiança e cooperação com a escola, a fim de manter uma boa comunicação.
O que a escola deve fazer?
Para proporcionar a educação inclusiva aos alunos, as escolas devem seguir algumas orientações e padronizações a fim de, realmente, incluir. Confira:
- Aceitar alunos com deficiência e fazer adaptações em sua estrutura física
- Fornecer capacitação e formação continuada aos educadores
- Providenciar equipamentos adaptados necessários para a aprendizagem
- Promover reuniões entre professores e coordenadores pedagógicos
- Atuar em conjunto com o AEE (Atendimento Educacional Especializado) do MEC (Ministério da Educação)
Os pilares
As escolas não precisam atuar sozinhas nesse processo. Além de contarem com a Secretaria de Educação Especial do MEC, as instituições são orientadas pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular), com direcionamentos para a educação básica.
Essas orientações podem ser flexibilizadas a fim de favorecer a aprendizagem do aluno com deficiência. Alguns pilares ajudam a fortalecer essas possibilidades dentro da educação inclusiva.
- Aprender a conhecer
- Aprender a fazer
- Aprender a conviver
- Aprender a ser
Os pilares ajudam no desenvolvimento dos alunos a partir da aproximação e empatia dos professores e colegas.
O que esperar da educação inclusiva?
A educação inclusiva acolhe todos os tipos de alunos no mesmo ambiente de uma escola regular, sem distinções. Assim, ajuda a criar situações que favorecem e respeitam os ritmos e estilos de aprendizagem.
Para isso, todas as propostas de atividades escolares e as ações de inclusão devem ser registradas no PPP (Projeto Político Pedagógico), que estabelece, por exemplo, quais redes de apoio serão necessárias para o processo de educação.
Os desafios
As dificuldades ainda são muitas, especialmente no Brasil, onde a educação inclusiva ainda está em fase de implementação. Alguns desses desafios têm a ver, por exemplo, com a falta de preparo ou capacitação dos educadores para lidarem com alunos com deficiência, como é o caso de professores que sabem Libras.
Também existe a falta de recursos financeiros para serem realizadas todas as adaptações necessárias e compra de equipamentos.
A educação inclusiva é a modalidade mais justa para proporcionar formação escolar de qualidade a todos. Qual sua opinião sobre o assunto?
Marina Petrocelli
Over 12 years have passed since my first experience with Social Communication. My first professional years were dedicated to the routines of redactions with no or little digital relevance. Plural journalism was resumed in investigating facts, write a piece and guarantee an expressive picture. The first sign of change came with the proposal of changing realities and experimenting a different way of producing. From then on, the specificities of the marketing universe became permanent. Oh! I’ve also graduated in Law School (passing the bar exam and all). But not everything is comprised tom y professional skills. As a content producer, I’m interested in good stories, from real people or series, movies and books, specially dystopias. I like to draw up travel plans and identify stars and constellations on a cell phone app. Museums, music and art in general grab my attention, as well as pop culture. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.
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