15 de outubro de 2020
Ranking SBVC mostra crescimento e perspectivas do varejo

As maiores empresas do varejo brasileiro superaram as expectativas nos resultados da sexta edição do Ranking SBVC. Desenvolvido pela...
As maiores empresas do varejo brasileiro superaram as expectativas e aumentaram sua participação no mercado, mesmo em um ano atípico. É o que aponta os resultados da sexta edição do Ranking SBVC “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro”, desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.
As 300 maiores do varejo brasileiro fecharam 2019 empregando 1,7 milhão de pessoas e 50 delas aumentaram seu quadro de funcionários em mais de 10%. Dessas 50 empresas, 37 estão no setor de supermercados, sendo o segmento mais intensivo em pessoas e o que mais contrata. Isso continua indicando oportunidades de crescimento das redes do setor, inclusive agora.
Ainda de acordo com a sexta edição do Ranking SBVC, a expansão das maiores empresas do setor no último ano foi de 9,9%, praticamente o dobro da alta de 5% do varejo como um todo.
Apesar de expressar um estudo feito especialmente no período antes da pandemia, o ranking mostra uma série de movimentos importantes do varejo que tiveram destaque com as mudanças mundiais causadas pelo coronavírus. Entre elas estão:
- o desenvolvimento dos marketplaces;
- a grande força de varejistas regionais (especialmente em supermercados);
- e a digitalização dos negócios para permitir um crescimento muito acima da média.
Destaques do ranking
Entre os principais destaques desta edição do ranking, o faturamento das 300 maiores empresas representa R$ 703,239 bilhões em 2019. Considerando as 202 empresas que divulgaram seus faturamentos brutos em 2018 e 2019, o crescimento anual foi de 9,95%, praticamente o dobro da expansão de 5% do faturamento nominal do varejo como um todo (PMC-IBGE).
O setor com maior número de empresas no Ranking SBVC é o de Supermercados, com 137 representantes, dos quais três estão no top 10 do varejo. Já o setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos, com 48 empresas, é o segundo com maior presença na classificação.
O Boticário é a empresa com mais lojas no Brasil, seguida por McDonald’s, AM/PM, Cacau Show e Subway. Em comum, todas atuam no sistema de franquias, com oportunidades para crescer com capital de investidores-empreendedores.
O que acontece em 2020
A crise deste ano afetou o modo como todos previam o futuro e trouxe inseguranças. Os professores do MBA em Varejo Físico e Online USP/Esalq, Francisco Alvarez e Marcos Luppe, indicam que, no setor, ocorreram situações distintas.
“Os segmentos essenciais (alimentos, higiene e limpeza, medicamentos etc.) não tiveram uma situação tão crítica. Apesar da crise social, continuaram a operar normalmente e até experimentaram um fluxo maior de compras, uma vez que os consumidores tiveram que ficar confinados em suas casas”, comentam.
A falta de movimentação forçada favoreceu também os varejistas do comércio eletrônico e os serviços de entregas, completam. Quem viu a crise ficar mais acentuada foram os varejistas físicos de segmentos não essenciais e os shopping centers, que tiveram que se manter fechados sem perspectiva de voltar a operar.
“A situação sob o ponto de vista de experiência de compras e de hábitos de consumo não foi espontânea, muito pelo contrário, foi imposta sobre a vontade dos consumidores. Mas as pessoas voltam ao seu comportamento natural quando libertadas”, explicam os professores.
Segundos eles, essa é uma boa notícia para o varejo físico, que oferece para o consumidor, além das compras, o ato de socializar. E é justamente por este segundo ponto que eles voltarão a visitar lojas presencialmente.
Uma pesquisa junto aos consumidores americanos, publicada em maio de 2020 pela Chain Store Age, identificou que 18% dos consumidores pretendem visitar lojas dos segmentos não essenciais assim que abrirem ou em até 3 dias. Os setores mais procurados serão os de Moda e Vestuário (61%), Beleza (50%) e Artigos e Aparelhos Domésticos (42%).
No entanto, a má notícia é que, no curto prazo, os segmentos não essenciais terão grandes desafios para superar os problemas do tempo que permaneceram fechados, inclusive com a disponibilidade financeira dos consumidores mais limitada.
Profissionais
Dados do Ranking SBVC também mostram mudança no perfil dos profissionais para lidar com desafios do mercado. O desenvolvimento do varejo online e a integração das operações online e offline aumentam a demanda por profissionais com formação mais voltada ao setor de tecnologia.
Ao mesmo tempo, a redução da necessidade de expansão da rede de lojas físicas reduz a demanda por profissionais de vendas. Nos próximos anos, o varejo precisará buscar por pessoas com um perfil mais técnico e em novas especialidades, como Ciências da Computação, Engenharia, Matemática e Estatística, o que trará impactos sobre a estrutura de custos das empresas.
Transformação digital
O ano de 2020 representa um divisor de águas para o varejo brasileiro, aponta o Ranking SBVC. A crise do coronavírus acelerou um movimento de digitalização que ainda não era tratado com grande urgência. Em questão de semanas, a transformação digital do varejo se tornou obrigatória.
Os negócios de varejo foram desafiados a repensar estratégia e modelo de negócios para enfrentar as mudanças trazidas pelo mundo digital. No lugar de esperar o consumidor passar em frente à loja, por exemplo, o varejo físico precisa buscá-lo ativamente nos meios digitais, utilizando os dados para saber de que forma se posicionar e como melhor abordar cada cliente.
Em uma jornada que integra online e offline, a loja física deixa de ser um lugar onde o cliente vai comprar produtos e passa a ser uma central de experiências, um ponto de retirada de compras feitas online, um espaço que funciona como mídia para as marcas e de relacionamento com os clientes.
Os vendedores trocam a espera passiva do cliente entrando na loja pelas atividades em redes sociais e WhatsApp. Consumidores que compraram online pela primeira vez durante a pandemia perderam o medo e mudaram seus hábitos. Por isso, 2020 marca o início de uma nova fase para o varejo brasileiro, tornando-o ainda mais digitalizado.
Quer ser um profissional preparado para o momento e os desafios que virão no mercado do varejo? Conheça o MBA em Varejo Físico e Online USP/Esalq.
Ana Rízia Caldeira
A good listener, I truly enjoy moments in which I can see the world and get to know things by the words from other people. Not surprisingly, I got into journalism. And besides bringing contents to Next, I use my abilities of ascertainment and listening to flirt with a mini career in hosting for the MBA USP/Esalq stories, in the segment Você no Camarim. When I’m not making myself busy by being the text and Instagram girl, I like to use my free time to read books, watch a good movie, decorate my house with crochet rugs, draw flowers and exploit my cooking skills. Quando não estou me ocupando em ser a garota dos textos e do Instagram, gosto de usar meu tempo para devorar livros, acompanhar algum bom filme, enfeitar minha casa com tapetes de crochê, desenhar flores e abusar dos meus dotes na cozinha.
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