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6 de junho de 2019

Palestra do SIM propõe Storytelling como estratégia de venda

Por Marina PetrocelliAtualizado em 30/05/20264 minutos de leitura

Elementos de grandes obras da literatura utilizam a técnica chamada Storytelling. Ela será tema de palestra ministrada pela consultora Beth Furtado...

Elementos de grandes obras da literatura e das populares novelas estão cada vez mais presentes no cotidiano das grandes empresas. Isso porque a narração de histórias levou aos departamentos de vendas e marketing uma estratégia adicional para vender mais do que produtos e serviços. A técnica, chamada storytelling, será tema de palestra ministrada pela consultora Beth Furtado durante o XII SIM.

A premissa do Storytelling é contar histórias envolventes e atraentes o suficiente para gerar identificação com ideias. Considerada a forma mais poderosa de engajamento atualmente no contexto comercial, a prática atribui emoção ao ato de consumir.

Elementos são indispensáveis

Fugir do lugar comum e oferecer uma conexão mais profunda com a marca, que seja diferente da venda tradicional, depende de alguns elementos indispensáveis ao Storytelling, que podem ser aplicados simultaneamente ou individualmente.

“Enredos, conflitos, personagens, cenários, emoções, mistérios, detalhes, relevância. Todos estes pontos estruturam uma metodologia e criam uma abordagem específica para o varejo”, explica Beth.

Entre os exemplos citados pela consultora, ela destaca uma marca internacional de artigos esportivos que utilizou o conflito para criar expectativas e sair do lugar comum. “Uma nova linha de produtos foi lançada e comercializada na rua, como os camelôs, em vez de lojas e vitrines tradicionais”, destaca.

O segredo para adaptar e estruturar o conflito para o contexto de varejo de forma provocativa e interessante é organizar uma boa história, sem estabelecer algo impossível ou inatingível para os consumidores.

Comece pelo começo

Parece uma dica boba, mas a verdade é que o Storytelling de uma marca ou produto tem início nos próprios clientes. Boas pesquisas e conversas podem revelar histórias intrigantes por trás de compras. Entender hábitos e necessidades é o primeiro passo para incluir os consumidores na história.

Se antes a justificativa das compras estava na necessidade do material propriamente dito, hoje a motivação está no convencimento de que determinado produto pode solucionar algum problema ou facilitar o dia a dia de alguma forma.

Mãos à obra

Para contar uma história de maneira eficaz, a sugestão é alinhar peças criativas de design e usar elementos visuais para incentivar a interação do cliente. Com o público se sentindo parte da história, o Storytelling consegue conversar com a realidade dos consumidores, gerando identificação.

Essa identificação pode ocorrer de forma mais específica, pelos detalhes, ou de forma mais genérica, define Beth. “Um grande hipermercado do sul do Brasil consolidou um bom diálogo com a comunidade ao inserir as cores da bandeira do Rio Grande do Sul em sua logomarca durante a Semana Farroupilha, evento tradicional da cultura gaúcha”, conta a consultora.

Com isso, a marca criou uma conexão com a comunidade a quem é direcionado o trabalho, reforçando sua relevância no mercado.

Conexão com o mundo offline

Quem acredita que o Storytelling é focado exclusivamente no universo online está enganado. Chamado de fisital, o ambiente que une o físico com o digital já é uma realidade para muitas marcas.

“Uma ação muito legal de integração entre o online e o offline foi apresentada por uma marca de roupas que, em uma de suas lojas físicas, disponibilizou cabides eletrônicos que mostravam o número de likes que determinada peça recebeu no Facebook”, conta Beth.

Os aplicativos também são importantes aliados do ambiente fisital. Os clientes de uma loja de móveis e decoração, por exemplo, podem experimentar as mudanças por meio de realidade aumentada e até virtual. “Nesses casos, o Storytelling tem tudo a ver com mistérios, outro elemento importante para contar histórias”, enfatiza.

Para saber mais sobre Storytelling, Beth Furtado promete uma palestra cheia de inspirações e ideias no XII SIM. “Estamos em outra época, em que o preço não é mais o único elemento de distinção. Contar histórias é ter possibilidade de se diferenciar da concorrência, de forma única”, conclui.

Fique atento: A palestra “Storytelling no Varejo” ocorre dia 20 de julho, das 9h às 10h, no campus Esalq/USP em Piracicaba (SP), durante o XII SIM. Quer participar do evento? As inscrições podem ser feitas aqui: https://eventosim.pecege.com/inscricoes/

Autor(a) da publicação
Foto de Marina Petrocelli

Marina Petrocelli

Over 12 years have passed since my first experience with Social Communication. My first professional years were dedicated to the routines of redactions with no or little digital relevance. Plural journalism was resumed in investigating facts, write a piece and guarantee an expressive picture. The first sign of change came with the proposal of changing realities and experimenting a different way of producing. From then on, the specificities of the marketing universe became permanent. Oh! I’ve also graduated in Law School (passing the bar exam and all). But not everything is comprised tom y professional skills. As a content producer, I’m interested in good stories, from real people or series, movies and books, specially dystopias. I like to draw up travel plans and identify stars and constellations on a cell phone app. Museums, music and art in general grab my attention, as well as pop culture. O primeiro sinal de mudança veio com a proposta para mudar de realidade e experimentar um formato diferente de produzir. Daí pra frente, as particularidades do universo do marketing se tornaram permanentes. Ah! Também me formei em Direito (com inscrição na OAB e tudo). Mas nem tudo se resume às minhas habilidades profissionais. Como produtora de conteúdo, me interesso por boas histórias, de pessoas reais ou em séries, filmes e livros, especialmente distopias. Gosto de montar roteiros de viagens e reconhecer estrelas e constelações em um aplicativo no celular. Museus, música e arte no geral chamam minha atenção, assim como cultura pop.

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